A Google sabe o que você fez no verão passado

O título não tem nada a ver com o post. Embora seja verdade.

Bom dia! Feriadão, dia da Revolução Constitucionalista de 32 e dia de ganhar café espresso de graça na padaria.

Para quem ainda não sabe, foi anunciado na última terça, 7 (sem alusões ao novo sistema da Microsoft), o Chrome OS. Ele será o sistema operacional desenvolvido pela Google para tentar desbancar a majestade do Windows a nossa tão odiada Microsoft. O sistema operacional será desenvolvido principalmente para netbooks, tendo em vista que o objetivo do OS é aumentar o consumo de serviços na plataforma web e não local. Imagino que ele não virá com openOffice, ou se vier, deverá ter uma boa integração com o Google Docs.

Uma boa também será o sistema de autenticação que poderá ser integrado com OpenID. Isso permitirá a criação de um desktop remoto com nossas preferências e arquivos pessoais hospedados em nuvem – sabendo que a capacidade de armazenamento dos netbooks é pequeno.

Como todo produto novo e importante da empresa, já temos supostas imagens. Sim, são fakes. Mas ilustram o post. Elas foram publicadas inicialmente aqui.

Onda de Choque Firefox 3.5 começa no Brasil

Amanhã, dia 30 de Junho de 2009, o Firefox 3.5 será lançado. A idéia é criar uma onda social e assim foi criado este projeto Shock. Cada país vai twittar, blogar, comentar, enviar e-mails, publicar – exatamenta as 15h50. Tudo começa no Brasil e depois terminamos todos juntos no outro dia depois que todos os paises e timezones fizerem suas ondas.

Here’s how the Shock waves will go down:

Tuesday, June 30th
1st Shockwave
3:50 PM in Brazil (BRT)
2nd Shockwave
3:50 PM in New York (EDT)
3rd Shockwave 3:50 PM in Chicago (CDT)
4th Shockwave 3:50 PM in Denver (MDT)
5th Shockwave 3:50 PM in San Francisco (PDT)

Wednesday, July 1st
Super Shock 3:50 PM in Brazil (BRT)

#fisl: Impressões iniciais

Olá leitores!

Faz um bom tempo que não escrevo nada aqui no blog. Isso deve-se à muito trabalho sendo realizado durante todo esse tempo em que estive fora.

Hoje, especialmente, tenho um bom tempo livre. Estou em Porto Alegre participando do décimo Fórum Internacional do Software Livre (10º FISL – www.fisl.org.br.). Deixo a seguir as primeiras impressões e minha experiência no evento:

Meu dia começa as 4h30. Acordo, tomo banho e vou direto para o aeroporto de Guarulhos onde pego um vôo da empresa Webjet direto para Porto Alegre. Chegando em POA, vou de táxi para o centro da cidade onde estou hospedado.

Depois de deixar as malas no hotel, pego uma lotação no valor de R$3,30 e vou direto para o centro de eventos da PUC do Rio Grande do Sul onde está acontecendo o 10º FISL.

Chegando lá, identifico-me como palestrante e pego a credencial para acesso à todas as áreas do evento. A primeira impressão nesta segunda foi dos estandes sendo montados e muita gente sem informação de onde ir para conseguir suas credenciais.

Quando todos estão credenciados, começa as 9h as palestras nos auditórios. As primeiras foram tranquilas. Quem pretendia acompanhar, assistiu sem nenhum problema. Após o almoço (no restaurante ‘Panorama’ no quarto andar por R$ 16,00 – sem bebida), as pessoas que quiseram assistir a palestras foram prejudicadas pelo número de participantes do evento. Sem brincadeira, todas as salas ficaram lotadas! Por decisão da PUC, nenhuma pessoa podia ficar em pé ou sentada no chão dentro do auditório.

A abertura oficial do evento estava programada para as 16h. Devido a superlotação do evento (impossibilidade de transitar entre os estandes e salas) resolvi voltar para o hotel e acompanhar tudo pela TV Software Livre.

Como a conexão aqui no hotel não é lá aquelas coisas, não consegui acompanhar nada. Resolvi dormir algumas horas (lembre-se que eu acordei as 4h3o). Ao acordar eu fui dar uma volta na cidade e descobri que após as 21h Porto Alegre morre. Não encontrei nenhum estabelecimento aberto. Tive que andar muito até encontrar um barzinho aberto. Chegando lá, assisti ao jogo do Grêmio que acabou perdendo por 3 a 1 para o Cruzeiro.

Após o jogo, retornei para o hotel e agendei meu despertar para as 7h de amanhã quando o café começa a ser servido. Boa noite.

Ganhe dinheiro na web com o conceito do SaaS

Apesar deste título de post ser altamente apelativo para os buscadores, este post vai servir mais para explicar o que é na verdade SaaS e o que ele tem a ver comigo e com você.

O SaaS (software as a service, do inglês: software como um serviço) é um modelo de desenvolvimento onde para que uma aplicação possa ser usada, a entidade responsável por esta deve fornecer uma licença de uso. Um bom exemplo de SaaS é o Google Apps, onde os grandes clientes da Google usufruem dos servidores de e-mails e arquivos pagando uma pequena mensalidade (o termo ‘pequena mensalidade’ me traz à memória a teoria do long tail de Chris Anderson que fica pra um próximo post).

Para mim, desenvolvedor web, o SaaS é uma grande oportunidade de ganhar dinheiro fácil. Durante minhas pesquisas no mundo virtual descobri que millhares de startups nacionais e internacionais estão crescendo rapidamente graças à esse modelo de trabalho (o qual adotarei em breve).

Um exemplo primitivo mas não incorreto de SaaS é o antigo site do HPG do IG que nasceu há um bom tempo e persiste até hoje nas entranhas do portal. Inicialmente gratuito, o HPG fornecia ferramentas fáceis para criar e gerenciar o conteúdo de um website por pessoas que não sabem programar ou empresas que não gostariam de contratar profissionais como designers, programadores e analistas de usabilidade para seus sites (todas estas funções era resumidas em uma palavra para o pessoal ‘antenado’ do recursos humanos: webmaster).

O uso de software como serviço ganha força com a recente explosão da cloud computing (computação em nuvens) – onde vários computadores interligados trabalham como uma equipe para aumentar a capacidade de processamento e armazenamento. Com esse aumento de capacidade de processamento as empresas aumentam a margem de possibilidades de uso de seus servidores para fornecer serviços para um maior número de empresas e/ou usuários a um custo relativamente baixo.

Um case antigo de SaaS que está dentro dos computadores das maiores empresas do mundo existe desde 1972. Claro que nesta época este serviço em nada parecia com o que temos atualmente. Mas a idéia por trás da lógica de negócios era a mesma. Estamos falando da SAP. A empresa foi fundada por cinco ex-engenheiros da IBM cujo objetivo era desenvolver um software de processamento em tempo real dos dados das empresas. Três décadas depois ela já marca presença em 120 países e mais de 50 mil funcionários empregados.

Histórias como essas da SAP não é uma ‘agulha no palheiro’ como muitas pessoas podem imaginar. O segredo está na idéia. Uma idéia valiosa quando bem empregada nesse modelo pode render alguns milhares, senão milhões. Portanto, caso queira investir nesse modelo de serviço, aqui vão algumas dicas:

  • Crie algo útil e inovador. Não tente reinventar a roda. Seja criativo.
  • Escolha um segmento de mercado. A SAP teve sorte em atingir vários ramos. Mas vá com calma. Não tente abraçar o mundo.
  • Encapsulamento é tudo. Quando eu falo de ‘encapsulamento’, me refiro a um sistema modular. Um cadastro de clientes serve pra praticamente todas as empresas do mundo, mas um cadastro de veículos pode não ser aplicável a todas. Um sistema modular ajuda a definir e justificar os valores cobrados pelo seu serviço.
  • Cobre pouco. No início seu serviço pode não ter muitas funções que podem ser implementadas mais tarde e cobradas adicionalmente. SaaS funciona muito bem em conjunto com a teoria do Long Tail. Vale a pena pesquisar sobre isso caso ainda não conheça.
  • Integração. Um software como serviço torna-se mais útil quando você pode integrar ele com facilidade em qualquer outra plataforma ou serviço.

Abaixo deixo alguns links para que você aprenda mais tudo o que foi falado aqui (a maioria citada já no post):

Serviços de SaaS bem sucedidos na web:

Não são só esses os casos de SaaS na web. SaaS, teoricamente falando, envolve todos os sites que fornecem um serviço útil aos seus usuários (o que engloba quase todos os sites atuais da chamada ‘web 2.0′). Sites e softwares como o Flickr, Google Maps, Live Messenger, Skype, Wordpress, entre outros também são considerados SaaS.

As melhores peças de primeiro de abril (até agora)

Como todos já percebemos, hoje é primeiro de abril. Com isso, vários sites na web já estão pregando peças em seus usuários com novos recursos (ou distorcendo recursos existentes). Abaixo listo alguns legais que eu já encontrei nas primeiras horas de hoje:

- Migre.me transforma todos os twitts em ‘miguxês’.

- YouTube de ponta cabeça:

- The Pirate Bay comprado pela Warner

- The Guardian agora só vai publicar via twitter.

-

- GMail auto-reply.

Cúmulo! Piratearam a camiseta do JD!

Hoje passei lá pela 25 de março para comprar um presente pra uma amiga que fez aniversário semana passada. Para minha surpresa, quando passo próximo a uma loja vendendo camisetas com frases, encontro as camisetas do Jornal de Debates (aquelas que foram vendidas na campus party) sendo copiadas descaradamente e vendidos a preços mais descarados ainda.

Pedi para o vendedor para ver uma camiseta e perguntei o preço. Ele me respondeu que uma sai por R$20 e duas ele faz por R$35. A malha da camiseta não é das melhores. É do tipo: lavou, jogou fora. Sem contar que a camiseta foi mal copiada. A letra “R” da palavra “serve” na frase “Pra que serve um nerd?” está mal impressa.

Abaixo segue uma foto que tirei das camisetas (a da esquerda é a nossa original e a da direita é a falsificada):

Fica aqui meu apelo: NÃO COMPREM AS CAMISETAS FALSIFICADAS! As únicas originais e com qualidade do Jornal de Debates podem ser compradas no blog: http://jdebates.wordpress.com/

Barueri 60 anos

Hoje é aniversário de Barueri. Para quem não conhece a cidade, segue um vídeo bem legal produzido pela secretaria de comunicação para a data de hoje:

Demitido pelo Twitter?

Duane Hoffmann / msnbc.com

Duane Hoffmann / msnbc.com

Lembra do final de 2006 quando o Orkut estava no seu auge de popularidade no Brasil? Depois dessa época, em que milhares de perfis foram criados, as empresas passaram a olhar um item a mais na hora de contratar um funcionário: o perfil no Orkut passou a ser um item que decidiria a vida da pessoa ao ser ou não contratada.

Hoje em dia temos a alta popularidade do Twitter – sistema de microblogging criado por Evan Williams. Esta popularidade já faz com que as empresas participem do movimento e ’seguirem’ seus funcionários. Foi exatamente isso que aconteceu dias atrás.

O usuário theconnor publicou um post em seu perfil que dizia ter sido contratado pela Cisco mas teria que decidir entre receber “um cheque gordo” e “ter que odiar o trabalho”. Logo após ter publicado isso, theconnor recebe uma resposta: “Quem é o gerente de contratação? Estou certo de que ele vai adorar saber que você vai odiar o trabalho. Aqui na Cisco usamos a web.”.

Não sei se depois dessa o nosso theconnor perdeu sua vaga de emprego. Mas nos deixa uma lição. Cuidado com o que você ‘tuíta’. Estão te observando. Aproveitando, você me segue?

Sua vida é tão previsível quanto a próxima eliminação do BBB

Segunda-feira a tarde recebi um e-mail da livraria Saraiva me recomendando a compra de um livro. Como gostei da sinopse do livro, comprei ele. “Numerati” é o título dele. Este livro, escrito por Stephen Baker, mostra como as empresas atuais usam nossos dados para traçar nosso padrão de vida e revelar nossas preferências e costumes.

Com esses dados, estas empresas podem oferecer produtos relevantes para nós, consumidores, aumentando suas taxas de conversão. Como exemplo disso, posso citar a compra deste livro. Como consumidor da Saraiva, sempre navego e compro livros relacionados à tecnologia e web. Já comprei livros sobre programação PHP, Javascript, usabilidade e outros. Sabendo disso, nada mais inteligente do que me oferecer um livro relacionado às minhas últimas compras. E deu certo. Comprei o livro.

Ao ler as vinte primeiras páginas percebo que não há nada de tão desconhecido por mim. Simplesmente estou revendo tudo que já conheço sobre tracking de visitas na web e análise de dados de cartão de crédito, telefone, TV à cabo e outras coisas mais do mundo moderno.

A leitura de “Numerati” seria mais como um “abrir de olhos” para as pessoas que navegam pela web deixando dados em todos os sites sem se preocupar com sua privacidade e seus direitos.

Levando em consideração tudo isso, seria um prato cheio, para os matemáticos, a análise de comportamento das pessoas dentro de um reality show como o Big Brother. Poder traçar a vida de cada participante antes de entrarem em confinamento permitiria a realização um ótimo teste controlado para ver se toda esta paranóia numérica realmente funciona.

Na medida em que eu ler e encontrar coisas interessantes no livro, não deixarei de compartilhá-las aqui no blog. Para quem quiser, o livro está à venda em quase todas as lojas virtuais e físicas. Só procurar: “Numerati” de Stephen Baker. A editora é a ARX. Paguei R$ 23.

Se você curte essa paranóia de números ou simplesmente não tem nada mais interessante para fazer numa quarta-feira a noite, assista “The number 23” com Jim Carrey.

A Internet te deixa burro

Muitas pessoas, hoje em dia, estão passando a maior parte de seu tempo no trabalho em frente a um computador. Junto a isso, elas estão se relacionando virtualmente. A neurologista Susan Greenfield afirma que as pessoas podem tornar-se menos inteligentes por estarem cada vez mais inseridas no mundo virtual.

De acordo com Greenfield, o cérebro consegue se ‘moldar’ a nossas vidas. A web é um mundo do ‘o que você vê é o que realmente é’, sendo assim, nós não temos que nos preocupar em refletir e entender o que estamos vendo. Simplesmente olhamos para a tela e já sabemos o que aquilo quer dizer.

“Estamos vivendo em um mundo infantil de ações e sensações que não significam nada mais do que apenas aquilo que estamos vendo”, diz a neurologista.

Ela ainda associa a nossa vida atual às pessoas autistas: “Imagino que dada a maleabilidade do cérebro, talvez possa ser um dos motivos do aumento do autismo”, “as pessoas autistas sentem-se muito confortáveis no mundo virtual por não dependerem do tom de voz, linguagem corporal ou feromônios para se relacionarem com outras pessoas”.